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Uma investigação nos EUA finalmente identificou o corpo de uma garota que havia desaparecido no Colorado há mais de 50 anos.

Um historiador, um detetive e familiares descobriram que "Jane Doe", uma jovem enterrada há 55 anos, era na verdade Dorothy Gay Howard, que estava desaparecida desde aquela época.

Marlene Howard Ashman, irmã mais nova de Dorothy e última sobrevivente da família, disse ter ficado "aliviada" quando as autoridades identificaram o corpo na semana passada.

Foto: AP

Foto divulgada pela família mostra Dorothy Gay Howard aos 15 anos. (Foto: AP)



"Foi um choque completo e profundo", disse ela, que atualmente mora em Mena, no Arkansas.

Agora, Marlene está tendo de lidar com o fato de que Dorothy foi assassinada e quer descobrir quem a matou. "Agora que eu sei, o problema não é tanto que ela morreu, mas o jeito horrível como ela morreu", ela disse.

O policial Steve Ainsworth, do condado de Boulder, que chefiou as investigações, disse que Marlene morreu de trauma. Seu corpo nao pode ser identificada na época porque seu corpo foi achado uma semana depois do assassinato, e sua face e seus dedos estavam desfigurados.

Na época, o crime misterioso ficou famoso no Colorado. Os moradores de Boulder juntaram dinheiro e construíram um túmulo para "Jane Doe" (apelido dado a pessoa desconhecida), que teria morrido em abril de 1954, com cerca de 20 anos.

A polícia credita à historiadora Silvia Pettem o mérito de ter revivido a história. Silvia se interessou pelo caso ao visitar o cemitério da região na década de 1990. Ela chegou a escrever um livro sobre o caso.

Michelle Marie Fowler, sobrinha-neta de Dorothy, soube do livro e decidiu entrar em contato a polícia. Um exame com amostras de DNA de Marlene e "Jane Doe" foi feito e demonstrou o parentesco.

O policial Ainsworth disse que foi "gratificante" resolver o mistério da identidade, mas que agora o foco é descobrir quem é o autor do crime.

Ele suspeita de Harvey Glatman, um serial killer que foi executado em 1959 na Califórnia. Glatman confessou ter matado três mulheres. Ele chegou a ficar preso no Colorado por atacar mulheres, inclusive na região próxima ao local onde o corpo de Dorothy foi achado.

Marlene disse apenas que quer "justiça" para sua irmã.

Pequena e jovem, de cabelos longos, Dorothy era a filha mais velha entre três irmãs. Ela nasceu no Texas e se mudou para Phoenix em 1942. Ela casou-se aos 15 anos, com autorização dos pais, mas se divorciou e casou de novo em segredo. A família só soube do segundo casamento anos depois do desaparecimento. Na época, ela morava separado dos pais.

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